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Projetos Científicos

Pantanal - Projeto Herpetofauna * Foto: Paulo Landgref Filho
Projeto Gadonça - Captura de onça - Foto: Carol Coelho
Estaçao de pegada - Henrique Concone
Onça-pintada na Estaçao de pegada - Henrique Concone
Pantanal - Onça-parda em carcarça de ema * Foto: Camera Trap Henrique Concone
Fauna do Pantanal - Glaucia Seixas - Projeto Papagaio Verdadeiro
Fauna do Pantanal -Filhotes de papagaio-verdadeiro - Projeto Papagaio Verdadeiro
Fauna do Pantanal - Projeto Herpetofauna - Dendropsophus nanus
Fauna do Pantanal - Projeto Arara-Azul
Conservação

Desde o início das atividades do agro ecoturismo existe a preocupação e compromisso com a conservação.

Vários projetos de pesquisa da flora e fauna foram realizados, como
Ecologia da Jaguatirica (Leopardus pardalis) e Estudo de densidade e viabilidade econômica da palmeira Carandá (Copernicia alba). 

Há alguns anos a Fazenda San Francisco recebeu o título de Criador Conservacionista, CRAS – Centro de Reabilitação de Animais Silvestres, apoiando na reabilitação e re-introdução de animais silvestres que foram resgatados do comércio ilegal. 

Além destes, existem programas de monitoramento a longo prazo como o
Projeto Arara Azul e o Projeto Papagaio Verdadeiro que são realizados desde 1996 e 2001 respectivamente.    

Desde 2003, a Fazenda San Francisco é a sede do
Projeto Gadonça, que estuda a predação do gado por Onça-pintada (Pantera onca) e Onça-parda (Puma concolor).   

Também foi realizada uma pesquisa para o
Levantamento da Avifauna que teve o intuito de descobrir quais espécies habitam e visitam a Fazenda e quais são as relações destas espécies com os recursos alimentares disponíveis na Fazenda. 

Além das pesquisas da fauna e flora temos um Programa de Educação Ambiental através de palestras sobre o Pantanal e de alguns projetos como o Projeto Gadonça e o
Projeto Papagaio Verdadeiro, que são ministrados pelos próprios pesquisadores para os visitantes. 

O Programa de Estudo do Meio, é outra iniciativa pioneira de educação ambiental, realizado com crianças de escolas brasileiras. Os materiais utilizados para as aulas foram elaborados por uma equipe multidisciplinar de biólogos e turismólogos da própria Fazenda. 


Vale ressaltar todas estas pesquisas são e/ou foram teses de especialização, mestrado ou doutorado e as publicações desses estudos, estão fornecendo importantes informações da biologia e ecologia das espécies citadas que poderão servir como estratégias para futuros planos de manejo e conservação, em especial dos animais mais ameaçados.



Foto de Animais / Fauna e Flora do Pantanal. Fazenda San Francisco - Pantanal do Miranda - MS - Brasil.


Entrada do Auditorio Gadon�** Foto: Daniel Construcci
Bi�o Henrique monitorando on� / Biologist monitoring jaguar ** Foto: Daniel
On�pintada capturada pelo Projeto Gadon� size=
Arranhado de �ore por on� size=
Fernando Azevedo e Sr. Jo�Batista em captura ** Foto: Carol Coelho
Fauna do Pantanal - on�pintada Dora monitorada pelo Projeto Gadon� size=
Fauna do Pantanal - onça pintada Teresa - monitorada pelo Projeto Gadon� size=
Fauna do Pantanal - Projeto Gadon�- Ecovolunt�o monitorando a on�pintada
Fauna do Pantanal - onça pintada capturada na armadilha de areia pelo Projeto Gadonça
Fauna do Pantanal - Projeto Gadonça - onça parda comendo ema
Fauna do Pantanal - Projeto Gadonça - onça parda comendo ema
Fauna do Pantanal - Projeto Gadonça - onça parda comendo ema
Pantanal - espera de onça
Pantanal - espera de onça
Fauna do Pantanal - onça pintada Projeto Gadonça
PROJETO GADONÇA - ONÇA PINTADA - Biologos: PhD. Fernando Azevedo (tese de doutorado), MsC. Henrique Villas Boas Concone e Ricardo Luis da Costa (responsável de campo)

Apresentação do Projeto Gadonça       

          O Projeto Gadonça é um projeto ambiental de caráter científico, conservacionista e educacional que tem como objetivo principal o estudo da interação entre grandes predadores carnívoros silvestres e animais domésticos na região do Pantanal do Mato Grosso do Sul. O Projeto é parte das inúmeras iniciativas do Instituto Pró-Carnívoros, uma Organização Não Governamental com sede em Atibaia, São Paulo, e conta com o apoio Institucional do Centro Nacional de Pesquisa para Conservação dos Predadores Naturais, CENAP, um dos centros do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis, IBAMA. O Projeto desenvolve atividades de pesquisa, manejo, turismo científico e treinamento de estudantes e profissionais da área ambiental.          Entre os objetivos específicos do Projeto estão: i) determinação do tamanho das populações de grandes predadores silvestres, tais como as onças-pintadas (Panthera onca) e onças-pardas (Puma concolor) e das populações de espécies principais de presas utilizadas como alimento por estes predadores na região sul do Pantanal do Mato Grosso do Sul; ii) determinação do impacto da predação de onças sobre o gado doméstico; iii) determinação dos padrões de distribuição e deslocamento de onças na região; iv) análise de medidas preventivas à predação de onças sobre o gado; v) estudo da influência do parentesco e dispersão na determinação dos territórios de onças.

Histórico do Projeto Gadonça 

          Em todo o Brasil, conflitos entre grandes carnívoros silvestres e animais domésticos tornam-se cada vez mais evidentes principalmente devido ao desmatamento acelerado e a introdução de animais domésticos em áreas antes utilizadas por animais silvestres. O Projeto Gadonça teve início a partir da necessidade do desenvolvimento de um estudo detalhado a respeito dos possíveis fatores que aumentam o risco do gado bovino ser atacado e morto por onças no Pantanal, principalmente devido ao contato próximo do gado com onças na região. Na busca de uma área apropriada para tal estudo, onde houvesse principalmente uma população estável de onças, gado bovino em grande número, casos de predação do gado por onças, e áreas de vegetação nativa, a fazenda San Francisco localizada no município de Miranda no Mato Grosso do Sul, foi escolhida como local para a implementação do Projeto. Por se tratar de um estudo interativo entre o gado doméstico e as onças do Pantanal, o Projeto foi então criado e batizado com o nome de GADONÇA.          Tendo como criador e responsável técnico pelo Projeto Gadonça o biólogo Fernando Azevedo, este iniciou o Projeto em janeiro do ano de 2003, após ter visitado a fazenda em novembro de 2002 para análise e determinação do potencial do local como área de estudo para a implementação do Projeto. De fevereiro de 2003 a Janeiro de 2005, diversas atividades de pesquisa, manejo, educação e interação com turistas, foram realizadas através do Projeto Gadonça. As principais atividades foram as capturas de onças na região, o monitoramento destas onças, o acompanhamento do manejo do gado na fazenda, o registro dos casos de predação do gado por onças, o registro do número de animais silvestres abatidos por onças, a determinação dos tamanhos das populações dos principais animais que serviram de alimento para as onças na fazenda, as visitas às propriedades vizinhas com problemas de predação de gado por onças, o recebimento de turistas, voluntários e estagiários nos trabalhos, a realização de palestras e seminários para turistas nacionais e estrangeiros, e a análise da dieta alimentar das onças na região da fazenda e entorno.

          Após dois anos de atividades intensivas, o projeto teve sua primeira fase de estudos encerrada em Janeiro de 2005. A partir de então, diversos trabalhos foram gerados das informações obtidas durante o estudo, como por exemplo, uma tese de doutorado, defendida na University of Idaho, USA,  pelo responsável técnico do projeto, dois artigos científicos internacionais decorrentes da dissertação que serão veiculados no mundo inteiro, várias reportagens televisivas nacionais e internacionais, como por exemplo um Globo Repórter, Repórter Record, Cana Rural e um documentário no canal National Geographic Channel (Animais do Brasil), e apresentações em congressos científicos nacionais.

          A partir de Fevereiro de 2005 o Projeto Gadonça continuou o monitoramento das onças aparelhadas com rádio-transmissores e também o monitoramento dos casos de ataque de onças sobre o gado doméstico da fazenda San Francisco. Nesta nova fase de monitoramento, o Projeto passou a contar também com o trabalho do biólogo Henrique Concone, que além do monitoramento, vem desenvolvendo atividades de estudo da dieta das onças e recepção de turistas científicos e voluntários na propriedade. 

Principais Resultados

          Os principais resultados alcançados pelo Projeto Gadonça em sua primeira fase de atividades foram principalmente a implementação e manutenção de um projeto científico de longo prazo, envolvendo o estudo da dinâmica das onças da região e sua relações com o meio ambiente. No total, 14 onças foram capturadas, sendo 11 destas pintadas e 3 pardas. Os tamanhos das áreas de vida das onças, os chamados territórios, principalmente das onças-pintadas, foram determinados e tiveram tamanhos comparáveis entre os sexos. A sobreposição de áreas foi pequena nas regiões de exclusividade, regiões estas onde estes animais não permitem a presença de outras onças do mesmo sexo. A área total ocupada pelas onças-pintadas residentes na fazenda San Francisco foi de 112,2 km2, o que rendeu uma densidade de 0,07 onças adultas por quilômetro quadrado. Animais de grande porte compreenderam a maior parte das presas disponíveis para as onças. A biomassa (quantidade de alimento disponível) total de todas estas espécies foi estimada em aproximadamente 101.812 kg, ou o equivalente a 6.787 kg/km2.  As análises de amostras fecais e de carcaças de animais encontradas na fazenda indicaram que as onças se alimentaram mais de animais de grande porte. As espécies silvestres mais predadas pelas onças-pintadas foram a capivara (Hydrochaeris hydrochaeris) e o jacaré-do-pantanal (Caiman crocodilus). A população de presas silvestres foi adequada para suportar a população de onças-pintadas, sendo que as onças consumiram aproximadamente 10% da biomassa de animais silvestres disponíveis. Uma modesta taxa de predação sobre o gado teve pouca importância demográfica para a população local de onças. Espécies de presas silvestres de grande porte foram consideravelmente mais propensas a morrer devido à predação do que por outras causas. A predação de animais silvestres foi mais provável de ocorrer nas regiões de exclusividade das áreas de vida das onças do que nas regiões de sobreposição.

A predação do gado doméstico por grandes carnívoros silvestres é uma das mais importantes fontes de conflito entre carnívoros selvagens e populações humanas. Analisando os padrões de predação do gado por onças-pintadas para analisar os fatores que contribuem para o risco de mortalidade de presas, o Projeto Gadonça registrou 169 eventos de mortalidade do gado, sendo que a predação (19%) foi menos comum do que a mortalidade por outras causas (81%), tais como picadas de cobra, doenças, acidentes, etc. Onças-pintadas e onças-pardas mataram um total de 32 bovinos em dois anos, o que representou 0,2% e 0,3% do total do gado nos anos de 2003 e 2004, respectivamente. As onças-pintadas causaram a maioria (69%) dos eventos de predação, e a sobrevivência nas invernadas da fazenda foi menor para os bezerros do que para outras faixas etárias do gado. Foi observado também que o risco de predação do gado aumentou com a diminuição da distância com relação às áreas de floresta. No entanto, o efeito total das onças-pintadas sobre o gado foi pequeno e o gado provavelmente constituiu uma presa alternativa, sendo predado de forma oportunista. Apesar da maior abundância de animais maiores ou mais velhos que os bezerros, a predação observada na fazenda San Francisco indicou um padrão de seleção de presas em relação aos bezerros dentro de um faixa de distância limitada em relação às florestas, um padrão que pode ser explicado através da seleção de indivíduos menos capacitados.

Metas para 2007 a 2009

         Nesta terceira etapa do Projeto Gadonça, compreendida no período de 2007 a 2009, existe a necessidade da definição do tamanho da população de onças e como esta população tem se desenvolvido ao longo dos anos. Para tanto, se faz necessária a recaptura de todos os animais já aparelhados com rádio-transmissores e que estão com as baterias  de seus transmissores descarregadas (vida útil de dois a três anos). O avistamento de onças tem indicado que diversos animais sem rádio-colar tem utilizado a fazenda San Francisco, o que indica uma renovação de parte da população. Além disto, o Projeto necessita definir, através de coleta e análise de material biológico, a genealogia e relações de parentesco das onças da propriedade, visto que diversos filhotes nascidos durante os anos de 2003 e 2004 já são animais adultos no momento e inclusive já começam a utilizar suas próprias áreas de vida. A importância desta etapa de trabalho é grande, pois através dos conhecimentos coletados poderemos analisar como as onças estabelecem territórios ao longo de vários anos e como a reprodução e dispersão destas onças podem afetar as taxas de predação do gado na propriedade e no entorno. O Projeto almeja também adicionar informações de ataques de gado por onça durante estes anos ao seu banco de dados já existente e desta forma melhor entender os padrões de predação para a região.         

         Estas informações a serem coletadas serão úteis na melhoria do manejo do gado na região e na aplicação de possíveis medidas preventivas que reduzam ou mantenham baixos os níveis de predação na região. Além disto, o Projeto tem como meta a ampliação das atividades para outras propriedades do entorno da fazenda San Francisco, fazendo desta forma com que outras propriedades possam também participar do melhoramento do manejo de seus rebanhos e diminuição das taxas de predação do gado devido a ataques de onças.    Custos para continuidade         Para a continuidade das atividades do Projeto e realização de suas metas para o período de 2007 a 2009, 20 onças devem ser capturadas e monitoradas. Esta estimativa é baseada no número de onças capturadas na fazenda San Francisco nos anos de 2003 e 2004 e na probabilidade de captura de outros indivíduos que utilizam áreas das fazendas do entorno. O custo total desta nova etapa do Projeto é de aproximadamente R$ 824.000,00 (oitocentos e vinte e quatro mil reais). O Projeto já conta com toda a estrutura de trabalho implementada e com alguns animais ainda sendo monitorados. Conta também com o apoio da própria fazenda San Francisco, que auxilia o Projeto disponibilizando boa parte da infra-estrutura física, moradia dos técnicos do Projeto, recursos financeiros para manutenção do biólogo assistente de campo e do mateiro de campo, além de combustível e alimentação.          

          Para que as capturas sejam efetuadas e as onças sejam monitoradas dentro do prazo previsto, surgiu então a necessidade da busca de parceiros externos que poderiam vir a contribuir financeiramente com as atividades do Projeto Gadonça, e desta forma, viabilizar sua continuidade. Através da criação do programa “Amigo da Onça”, o Projeto Gadonça espera poder angariar os recursos necessários para serem utilizados nos três anos desta nova etapa de trabalho. A idéia é de que cada parceiro externo possa ajudar e participar em todas as etapas de estudo do projeto se responsabilizando pelos custos de captura das onças. Cada parceiro se comprometeria em adotar uma onça e tornar-se um “amigo da onça” repassando os recursos necessários para a captura e monitoramento do animal pelo período de três anos. O Projeto Gadonça e a Fazenda San Francisco ofereceriam em contrapartida, um período de cortesia para o parceiro externo, período este em que o mesmo poderia visitar a fazenda, participar das atividades do Projeto Gadonça e dos passeios turísticos oferecidos pela fazenda. Além destas participações, caso seja de interesse do parceiro externo, este teria seu nome ou razão social incluído na lista de colaboradores do Projeto e divulgado nos meios de comunicação que freqüentemente acompanham os trabalhos do Projeto Gadonça. O programa tem como meta obter vinte parceiros externos.

          P
ara a continuidade do Projeto, um mínimo de 6 onças teria que ser capturado já no primeiro ano de trabalho. Este número de onças é baseado no número de onças-pintadas fêmeas (5) que estabeleceram território na área da fazenda San Francisco nos anos de 2003 e 2004 que precisam ser recapturadas para troca dos rádio-colares, e na única onça-pintada macho que ainda se encontra na área da fazenda, de acordo com dados obtidos de câmeras remotas instaladas na fazenda San Francisco (informação pessoal: Henrique Concone, 2006). Além do fator biológico das trocas de colares de animais já monitorados, a obtenção de recursos para a captura deste número mínimo de onças permitiria ao Projeto custear as capturas, salários do corpo técnico, atividades de acompanhamento do manejo do gado, e um número mínimo de sobrevôos (4 horas ao mês) para monitoramento aéreo destas onças. Assegurando-se este número mínimo de onças capturadas e monitoradas, o Projeto poderia manter suas atividades básicas de pesquisa e estudo e buscar outros parceiros externos ao longo do período de 3 anos de forma a completar o número ideal de animais previsto para todo o período.   Parcerias Já Firmadas            O Projeto Gadonça desenvolveu suas atividades de 2003 a 2005 com o apoio de Instituições e Empresas que buscaram a valorização de seus nomes e atividades através da prática de investimento em iniciativas de caráter ambiental. Além do apoio Institucional do CENAP/IBAMA, apoiaram o Projeto Gadonça de diversas formas a empresa EUCATEX, a empresa PREMIER PET, o programa ECOVOLUNTEER, a Universidade de Idaho, USA, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES, e a Fazenda SAN FRANCISCO.

Coordenador e responsável do Projeto Gadonça:

Fernando Cesar Cascelli de Azevedo, Ph.D.
Instituto Pró-Carnívoros
26 de Janeiro de 2007



Foto de Animais / Fauna do Pantanal. Fazenda San Francisco - Pantanal do Miranda - MS - Brasil.


Liliana e Fernando observando anfíbios em um campo de arroz
Fernando marcando uma área a ser vasculhada, em um canal de irrigação da plantação de arroz
Liliana checando a armadilhas de interceptação e queda (Pitfalls traps)
Paulo e Camila observando Pseudopaludicola sp. (espécie de anfíbio anuro) em um
Liliana manipulando um exemplar de Clelia bicolor
Paulo fixando exemplares de Hypsiboas punctatus coletados
Armadilha tipo covo instalada em um canal de irrigação para captura de quelônios e serpentes aquáticas
Fernando capturando um indivíduo de Dracaena paraguayensis (víbora-do-pantanal)
Fernando manipulando uma víbora-do-pantanal (Dracaena paraguayensis) para a retirada de medidas biométricas e marcação do animal
Catia, Daniel e Paulo realizando busca ativa em um canal de irrigação
Pantanal - Ameiva ameiva
Pantanal - Chaunus granulosus
Pantanal - Chaunus granulosus
Pantanal - Chaunus schneideri
Animais - Fauna do Pantanal
Animais / Fauna do Pantanal - jacaré do pantanal
Herpetofauna da Fazenda San Francisco

            Este Projeto é coordenado pelo Professor Doutor em Zoologia Franco Leandro de Souza (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS) e é composta por:

 
  • Fernando Ibanes Martins: Biólogo, Mestre em Ecologia e Conservação e aluno de doutorado;
  • Liliana Piatti: Bióloga e aluna de mestrado;
  • Paulo Landgref Filho: Biólogo e aluno de mestrado.
 

Todos fazem parte do Programa de Pós-graduação em Ecologia e Conservação da UFMS. Conta ainda com a colaboração dos Mestres em Ecologia e Conservação Camila Aoki e Franciéle Pereira Maragno.

Informações sobre a Herpetofauna O nome Herpetofauna é dado ao conjunto de animais formado pelos anfíbios (sapos, rãs e pererecas) e pelos répteis (lagartos, cobras, jacarés, cágados e jabutis). Estes organismos são importantes para os ecossistemas em diversas partes do mundo.  

São fundamentais nas cadeias alimentares, controlando populações de várias espécies de invertebrados e também servindo de alimento para animais maiores

São considerados importantes indicadores de qualidade ambiental por dependerem muito do ambiente para realização de suas atividades diárias (por ex.: alimentação e reprodução). São também de fácil observação e suportam a presença de pesquisadores. 

Comparado com outros biomas como Mata Atlântica, Mata amazônica e Cerrado, o Pantanal não possui um número muito grande de anfíbios e répteis, mas a disponibilidade de áreas abertas e alagáveis favorece a grande abundância e a visualização desses grupos na região. 

Nos últimos anos, as pesquisas sobre a herpetofauna (fauna de anfíbios e répteis) do pantanal se intensificaram, mas ainda faltam informações básicas de muitas espécies.

Informações sobre o Projeto Herpetofauna 

As pesquisas que têm sido realizadas na Fazenda São Francisco buscam descobrir quantas e quais espécies podem ser encontradas na área e quais são os ambientes que favorecem a ocorrência de cada espécie.

Outro ponto importante da pesquisa é que ela procura entender melhor como esses grupos se comportam frente à alteração do ambiente, estudando a ocorrência e reprodução dos anfíbios na área de plantio de arroz irrigado. 

Áreas de agricultura podem limitar a existência de espécies nativas pelas modificações que causam no ambiente. Contudo, algumas práticas agrícolas podem oferecer condições parecidas com as naturais e, pelo menos aparentemente, permitir a existência de algumas espécies em suas áreas. O arroz irrigado á um exemplo de cultura peculiar porque, apesar de promover a alteração do ambiente, ela mantém disponível em grande parte do ano áreas alagadas que são importantes para os répteis e principalmente para os anfíbios. 

 Metodologia: 
Para tentar responder as perguntas do projeto, estão sendo realizadas amostragens na Fazenda São Francisco desde abril de 2007, com término previsto para abril de 2010. As campanhas são realizadas mensalmente, durante cinco dias, onde a algumas áreas da fazenda previamente selecionadas são vasculhadas na busca de anfíbios e répteis. As coletas são realizadas durante o dia e a noite, onde são anotadas informações como nome da espécie, local que se encontra e data do registro.

Até o momento foram encontradas aproximadamente 40 espécies de anfíbios e répteis, com destaque a muitas espécies de rãs que ocorrem na plantação de arroz.
 Atualizado em: março/2008

Abaixo descrição dos três Projetos.

Apoio:

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

 

Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq

 

Fazenda San Francisco

 

Fotos: Camila Aoki, Liliana Piatti, Paulo Landgref Filho

DETALHES SOBRE CADA PROJETO EM REALIZAÇAO:

O projeto Herpetofauna da Fazenda San Francisco é composto de três sub-projetos conduzidos simultaneamente:
 Herpetofauna do agro-ecossistema da Fazenda San Francisco 

Têm como objetivo verificar quais espécies de répteis e anfíbios ocorrem em toda a área da Fazenda San Francisco e quais estão presentes em cada uma das diferentes fisionomias que a fazenda abrange (áreas naturais, áreas de pastagens e áreas de plantio de arroz irrigado). O estudo também procura responder se a presença de certas espécies da herpetofauna está ligada à existência de componentes chaves no ambiente como bromélias, arbustos, área de mata fechada, área com alagamento sazonal, entre outras características físicas do ambiente.

Comunidade de anuros na área de arroz irrigado 

Têm como objetivo verificar quais espécies ocorrem na área de plantio de arroz irrigado, e como a abundância das mesmas variam durante o ano. Os resultados dessa pesquisa pretendem mostrar quais espécies de anuros não são toleráveis à modificação da área natural e quais podem se beneficiar da área de plantio. Pelo fato de a pesquisa acompanhar todo o ciclo de plantio de arroz, os resultados poderão apontar quais são as praticas agrícolas rotineiras que possivelmente mais interferem na sobrevivência e ocupação da área pelos anfíbios anuros.

Reprodução dos anuros na área arroz irrigado

Têm como objetivo verificar quais as espécies que, além de ocuparem a área de plantio de arroz, são capazes de se reproduzirem ali. A capacidade de reprodução no local é uma das características fundamentais para que as espécies de anfíbios possam estabelecer populações sustentáveis em certa área. Além de identificar o período de reprodução de cada espécie, o estudo focará na reprodução de uma espécie de perereca (Hypsiboa punctatus) na área de arroz, identificando quais são os meses em que a reprodução dessa espécie ocorre, qual é local utilizado pelos machos para cantar e atrair as fêmeas, onde os ovos são depositados, entre outros aspectos reprodutivos importantes que serão observados.



 

Foto de Animais / Fauna do Pantanal. Fazenda San Francisco - Pantanal do Miranda - MS - Brasil.


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