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Flora

Flora/Plantas do Pantanal - Carandazal / Caranda Palm Tree ** Foto: Carol Coelho
Flora/Plantas do Pantanal Palmeira Tucum / Tucum Palm Tree ** Foto: Carol Coelho
Ipe amarelo, Ipe rosa e Caranda / Flowers of Pantanal ** Foto: Alessandra Zimermman
Flora/Plantas do Pantanal - Aguapé / Water Lili
Flor da palmeira Acuri / Flower of Acuri Palm Tree ** Foto: Ulli Braun
Flora - Fruta da palmeira Acuri / Fruit of Acuri Palm Tree ** Foto: Ulli Braun
Flora/Plantas do Pantanal - Flor do Para-tudo - Ipê-amarelo do Pantanal
Flora/Plantas do PantanalFigueira Centenária - Árvore estranguladora do Pantanal
Flora/Plantas do Pantanal - Novateiro - simbiose formiga x árvore
Flora/Plantas do Pantanal - Flor da Paineira Barriguda - Paina do Pantanal
Flora/Plantas do Pantanal - Cipo-Imbe - utilizado medicinalmente pelo pantaneiro
Flora/Plantas do Pantanal - Caraguatá do Pantanal
Flora/Plantas do Pantanal - Chico magro - comida de macaco pantaneiro...
Flora/PlanTapete de Flores Amarelas - comum nos meses de Outubro no Pantanal Sul
Flora/Plantas do Pantanal - Flor do Genipapo - Flora/Pantas do Pantanal
Flor do Ingá -  Flora/Pantas do Pantanal
Flor do Taruma -  Flora/Pantas do Pantanal
Flora/Plantas do Pantanal - Flor branca
Flora/Plantas do Pantanal - Flor Amarela
Flora/Plantas do Pantanal - Helicônia
Flora/Plantas do Pantanal - Paineira Barriguda
Flora/Plantas do Pantanal - Ipe Amarelo
Flora/Plantas do Pantanal

Conheça aqui um pouco da maravilhosa Flora do Pantanal.

A vegetação/flora do Pantanal é composta por elementos das formações vizinhas, incluindo o Cerrado, a Floresta Amazônica e o Chaco. A diversidade de ambientes e as diferentes influencias fazem com que cada região apresente características especiais o que resultou na divisão atual dos 11 pantanais (Embrapa Pantanal).

Estima-se que existam cerca de 1800 espécies de plantas fanerógamas (flores e sementes) no Pantanal, sendo pelo menos 274 espécies aquáticas refletindo a importância do ambiente inundado à diversidade de formas encontradas na planície pantaneira.

As plantas/flora do Pantanal vêm de diferentes regiões, como Chaco, Cerrado, Amazônia, Mata Atlântica, e muitas são de ampla distribuição geográfica.

A alternância de fases do ritmo estacional pode ser interrompida ou intensificada por ciclos de anos de enchente e de seca. Por exemplo, árvores crescem até em leito de rio até que a cheia retorne e discipline de novo a paisagem.

Talvez por isso o Pantanal seja relativamente resistente à invasão de plantas exóticas, com exceção de áreas muito perturbadas, onde o fator regulador “cheia” não alcança. Parece que o ambiente, por ser tão constantemente instável, selecionou espécies resistentes e oportunistas que possam responder rapidamente, ocupando espaços nesta contínua renovação.

A gigantesca área de inundação do Pantanal (pode chegar a 70% da planície) propicia o surgimento de grande quantidade de plantas aquáticas em curtos espaços de tempo. Só no rio Paraguai descem mais de 1,5 milhões de toneladas de plantas aquáticas por ano, em ilhas flutuantes, sendo apenas uma pequena parcela da enorme quantidade de biomassa de macrófitas aquáticas produzida no Pantanal.

O Pantanal foi indicado como um dos quatro centros de diversidade de macrófitas aquáticas do Brasil. Nele encontra-se a maior planta aquática do mundo, Victoria amazonica, que tem também tem a maior flor (depois da mal cheirosa Rafflesia, parasita asiática), bem como a menor planta com flor que se conhece, Wolffia, sendo que ambas às vezes crescem juntas.

As plantas aquáticas, incluindo algas, são importantíssimas nos ecossistemas aquáticos, por fornecerem a base da cadeia alimentar de ambientes aquáticos. São peça chave no ciclo de nutrientes dos ambientes aquáticos e inundáveis.

Servem de sítio de nidificação para muitas espécies da fauna, como Salvinia (orelha-de-onça) para o cafezinho (Jacana jacana), Oxycaryum (baceiro) para o jacaré (Caiman crocodilus), e Echinodorus (chapéu de couro) ou Thalia (caeté ou banana d’água) para a viuvinha (Arundinicola leucocephala).

A capacidade filtradora e despoluidora das plantas aquáticas por si só já justifica sua importância e, no Pantanal, isso é visível como a água sai barrenta do rio e retorna transparente, após passar por campos de macrófitas.

 

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